domingo, maio 4, 2014

Hoje pela manhã estava caminhando à beira da praia, observando a paisagem ensolarada da costa da Califórnia, e as legiões de pelicanos que sobrevoavam o imenso mar azul a procura de alimento. Os pelicanos precisam mergulhar profundamente para pescar seu aliemento. Eu também. Estava caminhando e acabei mergulhando na canção do Black Sabbath, que ouvia no headphone.  A letra da canção "Sabbath Bloody Sabbath" escrita por  Ozzy Osbourne  diz ‘“You've seen life through distorted eyes. You know you had to learn. The execution of your mind. You really had to turn. The race is run the book is read. The end begins to show. The truth is out, the lies are old. But you don’t want to know”. Algo como você vê as coias de maneira distorcida, tem que ver de outro lado, mas não quer enxergar, etc. Então lembrei do Daniel Alvez e da campanha “Eu não sou macaco”. E de uma entrevista que o guitarrista Tommi Iommi concedeu a Rick Wakeman, num programa semanal da TV BBC, de Londres. Lá pelas tantas, Tommi disse “não sou macaco”, e aí embolou o meio campo. Explicou que não tinha o costume de pular e fazer poses de macaco em palco como outros guitarristas do hard rock. Revelou que as letras das músicas do Black Sabbath falam de um mundo macabro, repleto de mortos, mas que a verdadeira mensagem é outra, é reverenciar a vida. Disse que falam de uma coisa para mostrar o outro lado desta coisa. Como Daniel Alvez, quando comeu a banana atirada por um torcedor irracional, num ato de racismo ridículo que ainda acontecem nos estádios. Ontem, ouvi o jogador Daniel Alves dizer numa entrevista que seu ato em comer a banana jogada não foi planejado, e que significava dizer ‘eu não sou macaco”. Com  isto queria ridicularizar o racismo, e claro, o  torcedor que jogou a banana. Mas  que não gosta da campanha que se formou nas redes sociais, porque nela as pessoas valorizam a figura dele como vítima.  Assim como Ozzy Osbourne e Tommi Iommi, Daniel Alvez reforça que a verdadeira mensagem é aquela que está do outro lado. Não quer reforçar a idéia que de que é vítima, mas  protagonista de sua história. Gostei da declaração do Daniel Alvez. Eu também não gosto destas campanhas que valorizam a idéia de vítima de quem é agredido. Quem deve ser fragilizado é o agressor, e não o agredido.  Eu não sou macaco e não vou postar foto de bananas na rede social da web. Eu penso e faço parte de uma raça em evolução. Ainda que alguns desta raça não tenham percebido onde estão as verdadeiras diferenças entre nós.